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Sobre os violões Emanuel Carvalho:
Os violões Emanuel Carvalho são instrumentos construídos pelos irmãos Carvalho, dois dos melhores luthiers em atividade no Brasil. A sua produção é semi-artesanal e o desempenho dos violões é muito superior ao de qualquer instrumento produzido em série, pois o processo de preparo do tampo e regulagem do instrumento é feito caso a caso, de forma personalizada, para se obter o máximo específico de cada peça de madeira utiizada.
Além disso, na arte de construção de instrumentos musicais de alto nível, a "mão" do construtor faz enorme diferença no resultado final. Dois instrumentos com as mesmas madeiras e mesmo projeto podem ter resultados variando de medíocre a genial, dependendo de quem os construiu. E a qualidade dos irmãos Carvalho como luthiers é uma garantia de que os instrumentos pendem mais para o lado do genial. Eles talvez sejam os únicos luthiers no Brasil, de alto nivel e renome, que disponibilizem instrumentos nessa faixa de valor a pronta-entrega.
São violões versáteis que podem suprir a necessidade de músicos populares, profissionais e amadores que desejem um violão definitivo e de qualidade superior. E também para concertistas ou estudantes de violão clássico, são instrumentos perfeitos para estudo e viagens, e são o patamar ideal antes da aquisição de um violão de concerto de valor mais elevado.
Nós da Guitanda, com conhecimento de anos do mercado, acreditamos que estes sejam os melhores violões clássicos que se podem adquirir no Brasil, na sua faixa de preço.
Projeto e materiais:
A filosofia do projeto dos violões Emanuel Carvalho é priorizar o resultado em detrimento dos preconceitos de mercado. Isso significa utilizar madeiras cujas qualidades e propriedades sejam as melhores possíveis, e com técnicas que garantam a maior qualidade possível, independentemente de quais sejam. Vejamos, então, os detalhes que fazem esses violões terem um desempenho superior:
Tampo: o tampo e sua estrutura são os grandes responsáveis pela produção sonora de um violão. Sendo assim, é no tampo que o luthier dedica seus maiores cuidados. Nos modelos Emanuel Carvalho, os tampos são de abeto ou cedro, e cada exemplar dessas madeiras é selecionado primeiramente pelo critério da sonoridade. Dependendo da densidade, do corte, da característica dos veios, da flexibilidade, da ressonância, e de diversos outros quesitos que tornam cada tampo único, o luthier seleciona o exemplar ideal em termos de som, e trabalha nele de forma personalizada. Cada tampo é produzido com espessuras únicas ao longo de sua área, definidas pela sensibilidade artística do construtor. O mesmo vale para a estrutura interna do tampo, que é posicionada e dimensionada para obter o máximo de resultado caso a caso.
Fundo e laterais: um dos objetivos do projeto foi garantir o máximo possível de rigidez no fundo e laterais do violão, a fim de não desperdiçar a energia do tampo, que deve vibrar sobre uma base firme. Para tanto, como fruto de muitas pesquisas, o sistema escolhido para a maioria dos modelos foi o de fundo e laterais prensados. A vantagem dessa tecnologia é poder usar camadas de diferentes madeiras pra atingir um alto grau de rigidez, num custo menor que o obtido com madeiras sólidas de menor densidade, que é o que geralmente se usaria para violões nessa faixa de preço. Porém, o segredo da abordagem nos violões Emanuel Carvalho está nos detalhes, desde o corte das madeiras até o processo de montagem do conjunto. Geralmente se usam madeiras de alta densidade na composição das camadas, como Jacarandá, Pau-ferro, Louro-Preto, etc... Os resultados aferidos são superiores tanto em sonoridade como em durabilidade.
Um esclarecimento: o fundo prensado é uma tecnologia bem diferente do fundo laminado, apesar de muitas vezes haver confusão nos conceitos. Esse tipo de tecnologia de fundo prensado é bastante utilizada há décadas em instrumentos de qualidade ao redor de todo o mundo, inclusive na respeitada escola australiana de construção, e propicia grande rigidez ao conjunto de fundo e laterais, com excelentes resultados, ao contrário da laminação em forma de compensado, que torna o fundo e laterais macios, absorvendo a vibração do tampo e amortecendo a sonoridade.
Braço: a madeira utilizada no braço é o tradicional cedro brasileiro, ou spanish cedar, uma madeira de alta resistência e durabilidade. O braço é dimensionado para propiciar grande conforto ao tocar, sem abrir mão de sua estabilidade. Como recurso adicional, o violão vem equipado com um tensor de dupla ação, que permite facilidade para pequenos ajustes na ação das cordas caso necessários. Além disso, a presença do tensor, dentro do projeto, visa aumentar o tempo de sustentação das notas.
Escala: na maioria dos modelos, a escala é feita de Pau-Ferro de alta densidade. Ela é uma madeira de alta dureza, com mais durabilidade que o jacarandá. É claro, caso sejam selecionadas peças de boa qualidade e corte. As peças de pau-ferro selecionadas para estes modelos são de grande qualidade, e devem durar décadas. Assim, a escolha obedeceu critérios funcionais, para garantir o melhor possível em durabilidade e estabilidade, dentro da faixa de preço.
Aqui, abrimos um parêntesis para explicar sobre madeiras: a madeira é uma matéria-prima orgânica, que possui alto grau de variabilidade dentro da mesma espécie. Peças retiradas de árvores com diferentes idades, que cresceram em condições climáticas e solo diferentes, ou mesmo peças retiradas de diferentes partes de um mesmo tronco, possuem grandes diferenças nas suas propriedades físicas. Assim, é preciso evitar os equívocos que ocorrem ao se basear somente pelo nome da madeira para avaliar qualidade. Por exemplo, a madeira mais apreciada para o feitio da escala, no tocante à durabilidade, é o Ébano. Mas isso é bastante relativo. Um Pau-Ferro de alta qualidade apresenta mais durabilidade do que um Ébano de baixa qualidade. Obviamente, um Ébano de alta qualidade é excepcional, mas somente usado em faixas de preço mais elevadas.
Montagem: a montagem do violão prioriza o encaixe perfeito de todas as suas partes, nos ângulos mais adequados para obter a melhor transmissão de energia possível. Dessa forma, a construção e posicionamento do cavalete, o ângulo de encaixe do braço no corpo, o formato do corpo, o posicionamento da boca, o tipo de junção e de decoração, e diversos outros detalhes são abordados de forma minuciosa. Cada pequeno detalhe contribui para o resultado final do instrumento, e os anos de prática, e a grande sensibilidade do luthier, orientam cada aspecto da montagem dos violões.
Durabilidade: os violões Emanuel Carvalho foram projetados e construídos para durar décadas, desde que tomados os cuidados básicos que todo violão demanda. Tais cuidados são: não expor a bruscas variações de temperatura e umidade, e nem aos seus extremos. Não o guardar em ambientes muito abafados, como dentro do porta-malas do carro no sol. Não apoiar nenhum tipo de peso sobre o violão, ou expô-lo a tensionamento ou torção. Não expor o instrumento a pancadas, quedas, golpes, cortes e outras situações de perigo físico ao instrumento. E manter o instrumento sempre afastado de corredores e passagens, e longe do alcance de crianças e adultos que não possuam conhecimento dos cuidados necessários.
Sobre o modelo TS3:
O TS3 é o modelo padrão de abeto, superior ao TS1 (tampo de abeto) e equivalente ao TS4 (tampo de cedro). O desempenho do TS3 é superior ao modelo TS1 em termos de volume, de projeção, de nitidez, de sustentação, de sutileza de resposta e de refinamento de timbre. Em termos de tocabilidade, equilíbrio, durabilidade e afinação, o padrão elevado se mantém. Em todos esses quesitos citados, os TS3 possuem bom desempenho, num nível muito satisfatório para quem busca estudar e produzir música. As madeiras do tampo são de uma qualidade superior às do TS1, com maior possibilidade acústica e propiciando uma voz bela ao instrumento. O fundo e laterais são prensados em 3 camadas, com madeira de densidade mais acentuada, o Louro- Preto. Esse modelo é plenamente indicado para o estudo de violão clássico, e todos os estilos de violão popular solo ou de acompanhamento.
Em relação ao modelo com tampo de cedro, o TS3, com tampo de abeto, possui maior nitidez, sutilezas de timbre e projeção mais direcional com maior alcance que o TS4. É um instrumento com som mais delicado e preciso, que revela o melhor e o pior no intérprete.
Pontos Fortes: desempenho geral impressionante para o preço. Som nítido, equilibrado, bons baixos, boa potência e timbre sofisticado. Ótima tocabilidade
Pontos Fracos: pela prioridade no desenvolvimento da sonoridade, o acabamento nem sempre tem o tempo necessário no processo, tendo pontos de melhoria na aplicação do verniz e filetação. É um instrumento para quem valoriza mais o som.
| Especificações |
Tampo: Abeto (sólido) Fundo e laterais: Muiracatiara, Pau-ferro ou Jacarandá (3 camadas) Braço: Cedro brasileiro Escala: Pau-Ferro de alta densidade Acabamento: Verniz PU fosco Tarraxas: Condor Tensor: Dupla ação Rastilho e pestana: Osso Tecnologia de construção: estilo tradicional, estrutura em leque. Cordas: clássicas (nylon, carbono, tripa e similares) Comprimento de corda: 650 mm Largura da pestana: 53 mm Formato do braço: “D”, suave e fino Escala: Sobreposta (tradicional), 19 trastes |

