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Violão Clássico Irmãos Carvalho "Composite Luxo"
Um lançamento dos irmãos Samuel e Emanuel Carvalho, em estilo moderno de violões Composite.
Os violões Composite são instrumentos cada vez mais em voga mundialmente, uma forma inovadora de construção, com tampo composto por diferentes materiais, a fim de produzir características físicas que resultam em maior volume e projeção. Esta tecnologia, também chamada de "double-top" quando um dos materiais do tampo composto é o Nomex, foi desenvolvida na década de 1980 pelo luthier alemão Matthias Dammann, e adotada por grandes concertistas como Manuel Barrueco, David Russell e Odair Assad.
Muitos dos maiores instrumentos do mundo hoje são Composites, inclusive os do luthier brasileiro Samuel Carvalho, e geralmente são instrumentos em faixa de valor bastante elevada, e com acesso restrito ao mercado da América do Sul.
Os Irmãos Carvalho desenvolveram este modelo, em parceria mútua, com vistas a disponibilizar esses excepcionais instrumentos de forma acessível financeiramente e geograficamente ao mercado latino-americano. Com a concepção de projeto e os tampos de autoria do Samuel Carvalho, com sua já famosa expertise mundial neste tipo de contrução, e a montagem por conta do Emanuel Carvalho, o resultado é um instrumento com nivel de concerto internacional, timbre vigoroso e responsivo, com volume ótimo, boa sustentação e projeção de longo alcance. O foco é o mercado latino-americano, e suas vendas serão exclusivas aos países que o compõem.
Os materiais são selecionados com excelente corte e propriedades acústicas. O fundo e laterais são sólidos, de Morado Boliviano de boa densidade e corte radial, e o tampo é de Cedro Canadense, estilo composite "double-top" (com camada central de Nomex). O braço é de Mogno e a escala é de Ébano, tradicional, 65 cm.
O Nomex é uma fibra sintética desenvolvida pela Dupont, com formato de favo de mel, para uso aeroespacial. Sua característica é propiciar uma grande resistência estrutural ao tampo, sem perder leveza, de forma a se obter um tampo mais responsivo, leve e vibrante. O Morado boliviano é uma madeira parente do Pau-Ferro brasileiro, com a mesma característica de brilho no som, mas com maior resposta de graves, e que foi selecionado para equilibrar harmoniosamente a sonoridade do tampo composto. O corte das madeiras é fantástico, e seu estado de secagem e amadurecimento também, com alta qualidade de seleção. Os tampos de cedro deste modelo possuem corte radial e estruturas medulares visíveis em toda a extensão, com grande resposta sonora.
A sonoridade do instrumento é vigorosa e muito potente. Possui som bastante encorpado, com timbre escuro e dramático. É uma sonoridade de um tampo de cedro tradicional, porém com maior peso e flexibilidade nas variações de timbre. Possui um certo brilho na voz, que dá destaque a som e garante a nitidez nos acordes e passagens polifônicas, tendo assim uma vantagem na separação de vozes e colorido em relação a violões tradicionais de cedro. O ataque tende ao suave, com certo impacto, mas sem ser percussivo. Assim, a nota tocada transmite uma sensação de nitidez junto com a de maciez.
A potência e projeção são um caso a parte: o violão responde muito bem ao toque, gerando bastante volume do som, e, além disso, projeta essa massa sonora de forma nítida, a distâncias de dezenas de metros. A perda sonora com a distância é relativamente pequena, e aliada ao volume, essa característica de projeção torna este instrumento muito adequado para palco. E não só os fortes, como também os pianos projetam bem, gerando uma gama dinâmica bem ampla.
Outro ponto bastante interessante é a sustentação, bastante acima da média, com as notas durando por um bom tempo tanto nos agudos como nos graves, em todas as posições. Ou seja, é um instrumento equilibrado. A tocabilidade é muito boa, com braço confortável, em forma de D suave, nem muito fino nem muito grosso, e cordas que reagem bem mesmo com altura mais próxima da escala.
O verniz é o poliuretano, aplicado com uma técnica especial, numa camada fina, que preserva a sonoridade, e ainda propicia certa proteção contra riscos. Não tanta quanto com uma camada grossa de poliuretano, e nem tão pouca quanto com a goma-laca, mas numa relação sonoridade x proteção bem interessante.
Esteticamente, possui decoração sóbria e singela, e o destaque são a mão no formato Torres com lâmina decorativa de jacarandá dos dois lados, e as próprias madeiras.
Acompanha Estojo e tarraxas Condor Luxo.
Condição:
- estrutural: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
- estética: 5/5. Excelente estado, é um violão novo.
Resumo:
Pontos fortes: Potência e projeção notórias, gama dinâmica (desempenho nos pianos e nos fortes) e sustentação excelente. Sonoridade encorpada da primeira à sexta corda, timbre de cedro tradicional mas com mais colorido e ataque mais macio. Muito bos graves.
Pontos fracos: Resposta tímbrica boa, mas não excelente. Timbre escuro pode não agradar os que gostam de timbre brilhante, o equilibrio pode tender mais aos graves em certos momentos.
Conclusão: Um violão excepcional na faixa de valor, nível de concerto. É um instrumento definitivo, e para os que gostam da sonoridade de cedro, com som grave e vigoroso, é extremamente recomendado. Poderia-se dizer que é um violão de cedro tradicional melhorado, pois timbricamente é indistinguível dos tradicionais de cedro que os Irmãos Carvalho costumavam fazer, mas nos aspectos técnicos é superior. Não conhecemos nenhum outro instrumento, nessa faixa de valor, com tamanho desempenho em potência, projeção e sustentação. Está pronto para usar em palcos, e é indicado a instrumentistas que busquem som encorpado, cheio, sustentação, bons graves, muito boa tocabilidade e audibilidade por parte das platéias.
Os instrumentos, em quantidade de fabricação reduzida, só serão disponibilizados pronta-entrega, para compra imediata via Guitanda. Caso estejam esgotados, nos escreva consultando previsão de disponbilidade: contato@guitanda.com
| Especificações | Não |

